E não importa qual é a religião. Mesmo que existam algumas sérias, todas se tornaram uma fonte inesgotável de piadas, memes, sátiras e questionamentos hilários. Tudo por conta de pessoas que tomaram posse de “cargos importantes” das mais diversas denominações religiosas e causaram o caos.
Eu nem vou falar de todas as religiões, já que seria
impossível listar mais de 10 mil delas. Pois é. Tudo isso e cada uma afirmando
ser a “verdade absoluta”, a “salvação”. Acredito que só este fato já seria um
bom motivo para duvidar de muita coisa.
Mas nós temos o “Pai de Santo Virtual” que faz “trabalhos”
pela internet e até atende “incorporado” por vídeo chamada. Tem até “trabalho
coletivo”, onde você e mais 500 pessoas pagam um valor, a pessoa mistura
farinha com dendê, diz que está feito e todo mundo vai conseguir emprego. Quem
conhece o fundamento, sabe muito bem do que falo.
Tem “espírita” oferecendo “serviços de psicografia” no Instagram.
Sim! Basta enviar o nome do ente querido que a “carta psicografada” chega no
seu e-mail. Depois é só mandar o PIX. Ah, e nem importa se o ente já
reencarnou. A carta chega do mesmo jeito.
Temos os “Padres com filhos”. É, meus amigos. Isso eu falo,
pois vi com meus próprios olhos. E ele falava com todo orgulho do mundo que já
foi casado. Tradição católica já virou pó, antes da Quarta-feira de Cinzas.
E encontramos os “Profetas Mirins”, meia dúzia de crianças
que não perderam nem o cheiro da fralda se dizendo “portadores da palavra de
Deus”. E ainda têm a prepotência de afirmar, aos berros (lógico) que Deus fala
diretamente com eles. Mas quando são colocados na parede, desmaiam, mudam de
assunto, ou falam em “línguas estranhas”. O tal do “xerebecanto” que já foi até
desmentido por quem inventou, mas tem desinformado que ainda acredita. Ou finge
que acredita para não ser excluído da “benção”.
A verdade, não a das religiões, mas a da lógica, é bem
difícil de engolir. Principalmente quando se mexe com dinheiro, principal
motivo da decadência religiosa que estamos acompanhando.
Pelo que falo aqui, serei enfeitiçado, amaldiçoado, punido
no umbral, ou até dirão que sou um “enviado do Diabo” para “atacar a igreja de
Deus”, como já fui, ao desmascarar alguns pilantras em um passado não muito
distante.
Mas, caso alguém tenha a decência, ou amor próprio, de
refletir sobre o assunto, sem colocar orgulho ou ego à frente, vai entender.
E não condeno quem tem fé. Afinal, é algo muito pessoal.
Só um desabafo.
Ora pro nobis.

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