Para a esquerda que sempre gritou aos quatro cantos que a censura era apenas uma herança do regime militar, as atitudes e o silêncio, em inúmeros casos, mostram que, independente do espectro político, seja esquerda, direita ou centro, políticos que têm o perfil intimidador e de não aceitar críticas protagonizam uma verdadeira hecatombe do meio jornalístico real, deixando livres apenas aqueles que fazem o trabalho sujo de encobrir atos questionáveis e bajular os seus financiadores que, por muitas vezes, utilizam verba pública, através da publicidade institucional, com o intuito de tentar levar a público apenas aquilo que é de seu interesse.
Quem mostra a verdade sobre os atos públicos sem credibilidade, ou até denuncia crimes de corrupção, passa a ser ameaçado, perseguido e vira alvo, inclusive de outros jornalistas, aqueles bancados com dinheiro público, que passam a difamar os próprios colegas de profissão. Algo que é completamente reprovado por quem faz jornalismo de verdade.
Deixando a situação pior, usam o Poder Judiciário como ferramenta de repressão, falando em processos, na tentativa de transformar em fake news as notícias sobre crimes tão reais quanto a incompetência de quem censura.
Como estamos acompanhando em Blumenau, a publicidade institucional virou um garimpo sem malária para jornalistas que vendem a própria honra e dedicam seu tempo à prostituição da informação, em benefício de quem deve explicações ao seu povo por atos que atentam contra o erário público, contra a ética, contra a moral e contra um direito constitucional inquestionável: a liberdade de expressão.
Mal sabem que estão colocando a mordaça na própria boca.




