Vereadores de Blumenau estão causando o maior bafafá na cidade, dizendo que vai rolar a “CPI da Merenda”. Mas isso já começou sem muita credibilidade. Os motivos são variados e vou elencar alguns importantes.
Primeiro, Vereador Adriano Pereira (PT) fazendo estardalhaço nas redes sociais, dizendo que pediu a CPI. Ora, no mandato passado, as cagadas na educação de Blumenau eram esfregadas na cara do povo, dos Vereadores e até do Ministério Público, mas ninguém tomou qualquer providência. Se essa avacalhação da merenda já acontecia, os problemas no Contrato estavam expostos. Onde estava Adriano Pereira para fiscalizar?
E os outros Vereadores, o que faziam? Pelo que vi, ficavam apenas postando vídeos nas redes sociais, dando uma de “influencers”. Fiscalizar que é bom, nada.
E o ex-Prefeito Mário Hildebrandt que autorizou os pagamentos, junto com o ex-Secretário de Educação e atual Vereador Alexandre Matias? Não sabiam o que estavam fazendo? Foi proposital? Qual a justificativa? Afinal, eles são os principais responsáveis pelo escândalo.
Aí aparecem os Vereadores Almir Vieira e Jovino Cardoso Neto querendo retirar suas assinaturas do pedido da CPI da Merenda. Só para registrar, Almir sentou seu bumbum em cima da CPI do SAMAE, lembram? Até hoje, ninguém sabe o que vai acontecer com todos os escândalos dentro da autarquia. No mínimo, estranho.
De repente, o vereador Alexandre Matias assina o pedido da CPI e diz que “tem muita coisa a ser falada”. Ele que é o principal alvo da CPI deve explicações completas. O que ficou estranho foi ele tentando empurrar a conta para o atual Prefeito, Egídio Ferrari. Parece que o “amor de campanha” acabou.
Sobre o Prefeito, talvez ele tenha se deixado levar pelo cargo de Prefeito e não avaliou que as bombas da gestão anterior explodiriam todas nas mãos dele. Falta de aviso é que não foi.
Só resta saber se o atual Presidente da Câmara, Vereador Ito de Souza, honrará suas calças e colocará a CPI em pauta. A não ser que sente em cima, como o outro fez. Aí fica sem moral. Vamos aguardar.
Qui contra irregularitates tacet homo non est.

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